Shantala.

Do oriente do planeta vieram importantes técnicas terapêuticas e de medicina que, aos poucos, foram e vão se misturando às revoluções tecnológicas deste lado, resultando em importantes procedimentos para o bem-estar e a saúde. Esse fenômeno recebeu a designaçao de unibiótica; que é mais abrangente que simplesmente isso, porém.

A Shantala foi divulgada pelo obstetra francês Frédérick Leboyer, nos anos 1970 do século passado.

Em uma de suas viagens à Índia – sua ‘segunda mãe’, como ele diz –  para visitar amigos médicos que atuavam em uma instituição filantrópica, nos moldes traçados por Madre Teresa de Calcutá,  observou esse hábito cultural das mães com os seus bebês. Observou que, apesar de toda a miséria árida da região, os bebês apresentavam um bom desenvolvimento psicomotor e higidez.

Ele se interessou por aquela “técnica” de massagem para bebês.

Aproximou-se de uma mulher que massageava seu bebê e pediu para aprender, filmar e fotografar a “técnica”.

Pouco tempo depois, Leboyer publicou um livro apresentando ao mundo ocidental a “arte tradicional” à qual deu o mesmo nome daquela mulher: Shantala.

Desde então muitas famílias, terapeutas e profissionais de saúde têm a oportunidade de aplicar e divulgar esse excelente recurso para o bem-estar e para o desenvolvimento psicomotor dos bebês.

Abaixo o vídeo que deu origem à divulgação da massagem Shantala:

 

A Shantala encaixou-se perfeitamente no método de musicoterapia para gestantes que eu estava formulando, fechando com chave de ouro o ciclo de comunicação e estabelecimento do vínculo essencial entre pais e filhos.

Como instrutor de Shantala há mais de dezoito anos, tenho observado os bebês e crianças das famílias que atendo.

Os benefícios da aplicação da massagem para bebês também foram comprovados pelos estudos realizados nos anos 1990 no Instituto de Pesquisa do Toque, da Faculdade de Medicina da Universidade de Miami – EUA.

Com um grupo de controle, que não recebeu a massagem, e outro que a recebeu, os cientistas observaram as seguintes características positivas atribuídas à aplicação de massagens em bebês:

  • A regulação das funções fisiológicas digestivas e respiratórias, o que contribui para evitar a manifestação de cólicas, prisão de ventre e dor de barriga, e para favorecer a digestão;
  • O desenvolvimento da propriocepção, ou seja, a consciência do próprio corpo;
  • O ganho de peso para o bebê;
  • Auxilia o sono tranquilo;
  • Favorece a troca afetiva entre pais e filhos;
  • Estimula o sorriso e a interação.

Alguns cuidados preliminares devem ser observados para a aplicação da Shantala:

■ O bebê não deve sentir frio em nenhum momento da massagem.
■ O bebê não deve estar com fome e nem com o estômago cheio. Encontrem um horário entre as mamadas.
■ Usem somente óleo natural para lubrificar as mãos (amêndoas, camomila, calêndula, côco, semente de uva, gergelim…). Em dias frios aqueçam o óleo em banho-maria ou deixem-no perto do aquecedor.
■ Mantenham as unhas aparadas e não usem relógio, pulseiras e anéis durante a massagem.
■ Os movimentos da Shantala partem sempre no sentido de dentro para fora.
■ Ao utilizar música, escolham aquelas sem muitas variações de ritmo, andamento e dinâmica. Músicas instrumentais são mais adequadas.
■ Deixem a banheira e a água preparadas para o banho de relaxamento que encerra a massagem.

Observações importantes:

■ Comecem a aplicar a massagem somente depois do primeiro mês após o parto.
■ Treinem a sequência das manobras em um boneco para somente depois aplicar no bebê.
■ Suas mãos devem envolver ao máximo o corpinho de bebê. Devem estar relaxadas, os braços dirigem os movimentos.
■ Concentrem pensamentos positivos e sadios durante a Shantala. Lembrem-se que vocês também estão trocando energia.

Didaticamente a Shantala contém quatro momentos:
1.Energização
2.Massagem
3.Exercícios finais e
4.Banho de relaxamento

A massagem (momento 2) é aplicada na seguinte sequência das partes do corpo:

■ Peito

■ Braço

■ Mão

■Abdômen

■ Perna

■ Pé

■ Costas

  • Face

 

E, para encerrar corretamente a massagem, ofereça ao bebê um confortável banho de relaxamento em água morna/quente, sem sabonete ou shampoo, somente contato com a água, palavras suaves, música e muito carinho.

Depois de um tempo, daí sim, o banho de higiêne.

O ideal é o acompanhamento com um instrutor ou com alguma mãe ou pai que já tenha aprendido e aplicado em seu bebê.

Em 1996, publiquei um livro demonstrando todas as manobras, com sessenta fotografias legendadas:
“Da comunicação pré-natal à massagem para bebês”,  Enelivros Editora -  Rio de Janeiro.

Mas o contato pessoal com um instrutor é mais esclarecedor.

 

Em Curitiba, a aula pode ser realizada em clínica ou em sua casa.

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